Arquivo da tag: Música

A vida também é offline

por Fabiana Schiavon

A dureza financeira que me acomete neste ano me ajudou a curar uma doença: ser compradora compulsiva de livros. Passei muito tempo comprando, comprando, comprando e sem tempo de ler, eles se acumularam na minha estante.

Comecei fazendo uma limpa. Visitei três vezes o sebo, vendi o que não me interessava mais, sem trocar por nenhum livro. Saldo: sobraram 20 livros na estante para ler. E minha meta é só comprar um livro novo depois que terminar todos esses aqui.

Já tenho a minha primeira conquista: História Social da Música Popular Brasileira, de José Tinhorão. Ele estava aqui na pilha de livros, parado, há uns 7 anos!

E eu perdi tempo todos esses anos. O Tinhorão foi odiado por isso, mas eu gostei da tese dele. Ele mergulha na história da música brasileira, desde os tempos do Brasil colônia, para provar que o país perdeu sua essência musical com a bossa nova. Para ele, o movimento de Tom Jobim e companhia não tem nada a ver com música brasileira. Na época, a música estava totalmente influenciada pelo jazz americano e deu-se um jeito de “americanizar” o samba. Tipo isso.

No fim do livro, ele conta com tristeza (para a minha felicidade) a também dominação do rock ‘n roll, guitarras e baterias na cultura brasileira. Dá para sentir a tristeza dele de ver as origens brasileiras morrerem – pelo menos na concepção dele.

Concordando ou não, o livro é um clássico e suas teorias fazem bastante sentido. Vale muito mesmo a leitura.

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Redes Sociais impulsionam venda de smartphones

por Fabiana Schiavon

Seguindo a linha do post que revelou que música e notícias são os aplicativos mais baixados no iPod e iPad, uma nova pesquisa traz luz ao futuro da web e também dos celulares: as redes sociais estão impulsionando a venda de smartphones.

Segundo Sam Curtis, gerente de desenvolvimento de Global Technology da TNS Research, “a partir de 2010 as mídias sociais serão a “espinha-dorsal” para a criação e implementação de serviços móveis”.

A nova tecnologia dos celulares atende a ânsia dos usuários de ficar 24 horas conectado ao Twitter, Facebook e outras redes. Com isso, eles acabam utilizando outros serviços on-line. Segundo a TNS, 20% dos usuários de internet de todo o mundo acessaram as redes sociais a partir de seus celulares, e outros 19%  buscam música e games. Na América Latina, o que falta é este celular ser mais acessível. Dos 80% de usuários de celular nessa região, apenas 25% contam com conexão sem fio.

Sobre música

A pesquisa também constatou que realmente a maioria das pessoas – 46% dos pesquisados no mundo – não pagariam para baixar música. Na opinião do diretor da área de Tecnologia da TNS Brasil, Lucas Pestalozzi, “a melhor forma de potencializar financeiramente conteúdos é oferecer, ao consumidor, diferentes planos mensais e preços compatíveis”. O que é já está começando a ocorrer no Brasil, visto os exemplos já citados nesse antigo post.

Quando pagar pela música vale a pena

por Fabiana Schiavon

Com o intuito de incentivar a compra legal de músicas pela internet, nasceu o site britânico Fairsharemusic.com. Como qualquer outro site de downloads, o internauta pode adquirir álbuns, singles e músicas efetuando o pagamento com seu cartão de crédito. A diferença é que o dinheiro arrecadado vai para uma ONG. Na hora da compra, o cliente é quem decide para onde vai o dinheiro. Estão na lista as internacionais Oxfam, que luta contra pobreza no mundo,  e WWF, que atua em defesa do meio ambiente. Ainda há entidades inglesas como a British Heart Foundation, British Red Cross,  Teenage Cancer Trust entre outras.

O Fairsharemusic tem mais de 8 milhões de faixas disponíveis.  O valor das músicas é em libras e a canção mais barata custa £ 0.79 (R$2,12). Infelizmente, o portal só é válido para habitantes do Reino Unido.

A má vontade é da indústria ou do consumidor?

Quando me deparei com os preços das músicas na Fairsharemusic, decidi fazer uma comparação. Será que é mais fácil baixar de graça ou vale a pena comprar? Peguei como exemplo um disco que eu estava querendo baixar> o Kings of Leon – Only by the Night. Na fairsharemusic custa £ 5 (R$ 13,00) ou £0,45 a faixa (R$1,21).

Tentei fazer a compra via Brasil. Busquei por alguns sites e pelo Google, que só me devolveu endereços de downloads free, de blogs e redes P2P. Quando achei uma loja que tinha álbuns da banda, eles não tinha esse último, que foi lançado em 2008, na real. E mesmo os discos antigos, cada faixa custa R$ 2,50 e o álbum inteiro R$ 25,00!!

Agora, diga-me, que estímulo temos nós de comprar música pela internet?

Pesquisa musical

por Fabiana Schiavon

Quando me deparei com o Musicpedia, achei que era uma apenas uma versão especializada do Wikipedia: com letras, músicas e bandas. Que nada, é muito melhor. Nele você pode buscar músicas pelo som. Tem até um pianinho para tocar as notas e encontrar músicas semelhantes. Ótimo para pessoas, como eu, que não sabem quase nada de música! 😛

Dá também para gravar sua própria cantoria e, para os profissas, buscar por ritmos e sequencias de notas. Enjoy!

Minhas músicas: Tudo em um lugar só

por Fabiana Schiavon

O maior desafio da internet hoje é organizar informações. Colocar tudo num lugar só. Isso porque está ficando cada vez mais sacal acessar diferentes redes sociais, agregadores e sites de notícias diariamente. Para ouvir música é a mesma coisa. Devo apostar na Blip.fm? Caçar umas novas músicas na Last Fm? E se eu pudesse reunir todo meu acervo, compartilhá-lo e ainda optar pela função rádio, que busca canções similares? Pois é, isso é tudo o que o Grooveshark faz.


Pelo site, dá pra você “subir” as músicas que tiver no computador e caçar as novidades pela web. A página dificilmente trava ou nega acesso a alguma obra. O acervo também é grande. Algumas bandas tem menos músicas, mas sempre tem pelo menos uma música de um artista, mesmo os mais alternativos.

Divulgação – Uma outra boa ideia trazida pelo site é a possibilidade de você inserir músicas de sua banda e sugeri-la aos ouvintes. Gravadoras também são convidadas a disponibilizar seus artistas ou caçar talentos. Para resguardar os direitos autorais, o usuário do Grooveshark pode optar pelo Creative Commons, em que o autor escolhe até que ponto a sua música pode ser divulgada ou reproduzida por aí.

Agradecimento: @sleepless_again

Sua rádio no Twitter

por Fabiana Schiavon

O Twitter está encontrando maneiras de seus usuários passarem mais tempo conectados a ele.  Na rádio do Twitter é possível formar sua própria estação e os outros twitteiros podem votar nas suas escolhas. Há também um espaço para deixar recados para o DJ.  Tem também um espaço para vídeo com assinatura do YouTube, mas comigo nunca funcionou pelo menos.

Dá uma olhada na página da banda Cachorro Grande.

Paixão pelo vinil faz Polysom retomar negócios

A paixão pelo vinil e o medo de que ele se perca nesse mundo moderno fez com que a Polysom voltasse à ativa. A fabriquinha de bolachões, comprada pela gravadora Deckdisc,  comemora seu retorno com versões em vinil para as bandas Cachorro Grande, Pitty, Fernanda Takai (Pato Fu) e Nação Zumbi.

A empresa comenta no Twitter as novidades que, aos poucos, chegam ao mercado. Já até comemora, sem dar números, as vendas nas lojas Saraiva e na Livraria Cultura.

Ainda sem site, o que ficou na internet sobre a Polysom é um antigo vídeo, em que se lamentava o fim da última fábrica de vinil, no Rio de Janeiro.

Vale assistir:

Vale também – Ler a reportagem da Época Negócios sobre o vinil que toca na própria embalagem!

Reportagem do Estadão sobre o renascimento do vinil.