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Quando pagar pela música vale a pena

por Fabiana Schiavon

Com o intuito de incentivar a compra legal de músicas pela internet, nasceu o site britânico Fairsharemusic.com. Como qualquer outro site de downloads, o internauta pode adquirir álbuns, singles e músicas efetuando o pagamento com seu cartão de crédito. A diferença é que o dinheiro arrecadado vai para uma ONG. Na hora da compra, o cliente é quem decide para onde vai o dinheiro. Estão na lista as internacionais Oxfam, que luta contra pobreza no mundo,  e WWF, que atua em defesa do meio ambiente. Ainda há entidades inglesas como a British Heart Foundation, British Red Cross,  Teenage Cancer Trust entre outras.

O Fairsharemusic tem mais de 8 milhões de faixas disponíveis.  O valor das músicas é em libras e a canção mais barata custa £ 0.79 (R$2,12). Infelizmente, o portal só é válido para habitantes do Reino Unido.

A má vontade é da indústria ou do consumidor?

Quando me deparei com os preços das músicas na Fairsharemusic, decidi fazer uma comparação. Será que é mais fácil baixar de graça ou vale a pena comprar? Peguei como exemplo um disco que eu estava querendo baixar> o Kings of Leon – Only by the Night. Na fairsharemusic custa £ 5 (R$ 13,00) ou £0,45 a faixa (R$1,21).

Tentei fazer a compra via Brasil. Busquei por alguns sites e pelo Google, que só me devolveu endereços de downloads free, de blogs e redes P2P. Quando achei uma loja que tinha álbuns da banda, eles não tinha esse último, que foi lançado em 2008, na real. E mesmo os discos antigos, cada faixa custa R$ 2,50 e o álbum inteiro R$ 25,00!!

Agora, diga-me, que estímulo temos nós de comprar música pela internet?

Inglês de rua: fique por dentro

Fabiana Schiavon

Dicionários de inglês nem sempre ajudam, principalmente quando você quer entender letras de música ou entrar um bate papo informal entre gringos. O site Urban English resolve o seu problema. Com a contribuição dos internautas, a página reúne mais de 4 milhões de expressões.  Se gostar muito da expressão, você pode ainda gravá-las em uma caneca ou enviá-la em forma de cartão virtual.

A página é ideal para fazer buscas quando surge uma dúvida. É que as sugestões dadas no Twitter ou no Blog tem mais a intenção de mostrar novas gírias, na maioria dos Estados Unidos, que passamos bem sem elas.

Confira algumas delas:

– Uma música do Ramones diz “Don’t bust my chops; I’m sick and tired of you calling me names”. Traduzindo literalmente, “bust my chops” seria “bater no meu rosto”. Mas o site ensina que é o mesmo que pentelhar alguém, caçoar da pessoa.

– Você faz um “Caraoke” quando fica cantando sozinho dentro do carro, bem alto e sentindo a música. Pode uma coisa dessas?

– Quando o Pearl Jam toca “Don´t gimme no lip”, segundo o site eles querem dizer: Não me desrespeite!

–  novembro virou “movember” porque foi considerado o mês do bigode (november + moustache). Os bigodudos se juntam neste mês para comparar suas obras-primas. O site da MTV explorou melhor esse “assunto”.

O melhor do humor “tipo inglês” faz 40 anos

Fabiana Schiavon

Se a comédia brasileira e norte-americana gosta do gênero pastelão, os ingleses são conhecidos pelas suas piadas cheias de classe e ironia. A história deve ter começado nos anos 70 com a ajuda do grupo Monty Phyton. Eles estão comemorando 40 anos de existência e estão na ativa. Pelos menos, os integrantes que sobreviveram: John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin.

Os humoristas começaram em um programa de humor Flying Circus. O sucesso os transformou em uma série, que acabou em longas metragens, entre os mais conhecidos A Vida de Brian e O Sentido da Vida, que podem ser encontrados nas locadoras e, claro, na web. Citações na imprensa britânica afirmam que o grupo são os Beatles do humor, pois mudaram o rumo da graça em todo o mundo.

Para comemorar seus 40 anos, eles estão estrelando um espetáculo humorístico  no teatro, um DVD com entrevistas, trechos de show, depoimentos de artistas, colegas e tudo o mais. Vamos torcer para o DVD ser licenciado aqui no Brasil também.

Para divulgar seus vídeos, comentários e piadas, eles criaram um canal no YouTube. Segundo a descrição é para que seus fãs parem de postar aquele monte de vídeos “porcarias”, sem qualidade e poderem curtir material oficial e alto nível.

Porém, ainda vale fuçar no YouTube para encontrar episódios com legendas em português. O primeiro deles, “A piada mais engraçada do mundo”. Assista aqui:

Festivais independentes e a economia regional

A conhecida revista britânica de música NME disse que os festivais independentes que ocorrem pelo Reino Unido trouxeram uma receita de mais de 16 milhões de libras em 2008. As cifras foram para os bolsos das cidadezinhas que abrigam esses festivais.

Eu já havia ouvido falar de quem frequenta esses festivais, o fato de que os britânicos usam os eventos como desculpa para curtir o verão, farrear com os amigos fora da capital. E a informação foi comprovada por uma pesquisa feita pela Associação de Festivais Independentes (AIF). Somando as 3 mil pessoas que responderam a pesquisa, contando seus hábitos nos festivais, o público desses festivais gastou 139 milhões de libras em ingressos, alimentação e, claro, bebida!

Hugh Phillimore, fundador do Cornbury Festival disse que esses festivais tem uma imensa importância econômica para as cidades que o recebem. Segundo ele, hoteis, pubs, restaurantes e lojas ficam lotados durante os eventos.

O Brasil deveria investir mais nos festivais, pensando no turismo que eles podem concentrar. Isso já ocorre no eixo Rio-São Paulo, com Tim Festival, Planeta Terra, entre outros grandes eventos. Já existe uma rica diversidade por todo o país, com ótimas seleções de banda, que poderiam ser mais bem exploradas pelas próprias cidades e pelo público brasileiro. Uma ótima oportunidade para conhecer melhor nosso próprio país. Ah, nós também temos a nossa Associação Brasileira de Festivais Independentes. Segundo eles, em 2008, 800 bandas passaram pelos palcos dos principais eventos de música brasileiros. Aqui o maior objetivo é revelar novos talentos da música e contar com as bandas que já conquistaram seu público, mesmo que não chegam a tocar nas rádios. Eles decretaram morte ao Mainstream!

Grito Rock – América do Sul (Brasil – prevalece região –  Norte)
Bananada, Goiânia
Boombahia, Bahia
Calango, Mato Grosso
Demo Sul, Paraná
Dosol, Rio Grande do Norte
Eletronika, Minas Gerais
Evidente, Rio de Janeiro
Vidente, Rio de Janeiro
Goiania Noise, Goiás
Humaitá pra Peixe, Rio de Janeiro
Jambolada, Minas Gerais
Mada, Rio Grande do Norte
Mostra Internacional de Música, Pernambuco
Festival Mundo, Paraíba
Coquetel Molotov, Pernambuco
Porão do Rock, Distrito Federal
Rec-Beat, Pernambuco

Fabiana Schiavon

Pq as revistas custam tão caro por aqui?

Talvez eu esteja ficando mais  exigente em relação às minhas compras, mas acredito que as revistas brasileiras estão muito caras, pelo menos para o meu bolso. O preço é alto principalmente se pensarmos no conteúdo que oferecem e se compararmos às revistas de fora. Eu adoro de revistas, a mobilidade que oferecem, as possibilidades de textos, fotos, gráficos. Na minha opinião é um dos meios/suportes mais agradáveis para leitura.

Ontem fui pesquisar algumas revistas para assinar. A Wired, por exemplo, sai por 70 doletas por um ano, são 12 exemplares, menos de 6 dólares cada. Isso para nós,  brasileiros. Os americanos pagam 10 dólares para receber a publicação por um ano. Ou seja, são 60 dólares para custear o envio das edições ao Brasil. Se formos pensar em uma equivalente no Brasil, em qualidade editorial temo dizer que não temos, mas pensemos no tema. Vamos de Info Exame, um ano de assinatura custa 112,50 reais, comparando pau a pau é um pouco mais barato que assinar a Wired aqui no Brasil. Mas se compararmos com um americano que assina a revista por dez dólares a diferença é absurda. O mesmo acontece com outras publicações. É tão caro ler no Brasil porque vendemos poucas revistas, precisamos desenvolver o modelo de negócios ou porque não sabemos fazê-las?

Camila Zanqueta

Pelo que li em sites especializados em mídia, no Reino Unido, por exemplo, os números mostram que as vendas de revista tem caído. Não por conta do preço, mas pelo aumento de acesso pela internet. Ou seja, eles estão em um outro nível. Nós ainda precisamos gerar mais anúncio, tornar o negócio lucrativo, para depois pensar em como driblar a concorrência da internet.

Como lá as revistas são baratas, a teoria é que alguns títulos continuam vendendo e até aumentando suas vendas, porque serem encaradas como um “luxo acessível”. É isso mesmo. Por exemplo, as revistas de moda ainda vendem, porque a maioria das pessoas não tem como comprar aquele lindo vestido na vitrine, mas podem continar comprando “o sonho de ter um”.

O mesmo se diz das revistas de economia, como a The Economist, em que seus leitores são completamente neuróticos em saber as melhores oportunidades do mercado financeiro.

Os estudiosos perceberam ainda que caem a circulação de revistas feitas para jovens, que perdem mais fácil suas posições no trabalho e ficam sem renda para seus luxos.

Fabiana Schiavon

A primeira série de TV da Inglaterra

Enquanto nós latinos, sempre fomos fãs das telenovelas, os norte-americanos e britânicos sempre foram loucos por séries. Elas demoraram pra chegar aqui, por meio da TV a cabo, mas por lá já eram mania. É divertido caçar as primeiras séries que fizeram sucesso na TV britânica:

A história se passa em 1879, em Londres. Na época, as séries não estavam tão longe de nossas novelas. Mesmo quem não entender a língua, perceberá. Essa série contava a história da família Forsyte. Pra você que fala inglês, aproveite para treinar o idioma.

Primeiro episódio (Parte I) de The Forsyte Saga – BBC – 1967


Fabiana Schiavon

A duquesa da moda


Quadro retratando a duquesa

Quadro retratando a duquesa

O filme A Duquesa, estrelado por Keira Knightley e Ralph Fienes conta a história da Duquesa de Devonshire. Ela viveu na Inglaterra de 1757 e 1806 e se transformou em um ícone da moda, ditando tendências para maquiagem, acessórios e roupas da época. Como diriam os “fashionistas”, uma época de cores fortes, penteados exagerados e muito rouge vermelho nas bochechas brancas das europeias.

Apesar da vida difícil retratada no filme, digna que qualquer mulher da época, a duquesa Georgiana era extremamente carismática e usava sua fama para se envolver no mundo político. Foi a primeira mulher a subir num palanque para promover um candidato ao parlamento inglês.

Alugando o DVD do filme, vale a pena checar os extras, que mostram não só a produção, mas também revelam trechos de cartas escritas pela própria duquesa. Os documentos são mostrados por Amanda Foreman, autora da biografia da duquesa, que pelo que pesquisei, ainda não chegou ao Brasil. Para os que tiverem ainda a sorte de viajar para a Inglaterra, podem ainda incluir em seu roteiro a casa onde a duquesa vivia: Chatsworth Uma natureza esplendorosa e um palácio digno de uma duquesa com tanta história pra contar. O site da casa mostra o imenso jardim com esculturas e as diversas formas de diversão no local, que também ainda serve de residência. Boa jornada pela história.

Fabiana Schiavon