Arquivo da categoria: Tecnologia

Faltou relógio? Despertador on-line

por Fabiana Schiavon

Foi em uma noite de uma segunda-feira, quando eu fui assaltada pela milésima vez, que tive a dúvida: como vou acordar amanhã sem celular e sem despertador?

Não tive dúvidas. Digitei no google “despertador online”. E não é que tem?

http://despertadoronline.com.br/

Funciona direitinho. É só não lembrar de deixar o computador ou notebook ligado.

Boa Noite e bons sonhos!

A Mulher está conectada e insatisfeita

por Fabiana Schiavon

Em 2009, uma pesquisa da Harvard Business calculou que as mulheres gastam 20 trilhões de dólares em compras. E que até 2014, o número deve chegar a  28 trilhões. Deste número impressionante, 66% representa o Brasil. Sim, as brasileiras devem acumular gastos de até R$ 1,3 trilhão.

Se você quer explorar esse público, anote:

Elas passam mais tempo na internet do que em qualquer outra mídia. São 17,5 horas por semana em redes sociais, clubes de compra, sites de notícia, busca de produtos e serviços.

89,25% das mulheres estão insatisfeitas com, pelo menos, 1 produto ou serviço.
No topo da lista: fitness, planos de saúde e instituições financeiras

A conclusão, segundo consultores do grupo Bolsa de Mulher, é que nesse mundo moderno e complexo não basta “pintar” um produto de rosa. Elas querem mais – serem surpreendidas, agradadas, com seus problemas resolvidos. Comprar um carro e ganhar um batom já não é mais novidade. Elas querem um motorista à disposição para levar seus filhos na escola, querem descontos reais e muito mais o que sua imaginação conseguir criar. Boa Sorte!

Os dados são da Sophia Mind, instituto de pesquisa do grupo Bolsa de Mulher –que trabalha com conteúdo, consultoria e pesquisa.

Estão de olho em você no Facebook

Camila Zanqueta

Você já deve estar cansado de ler e ouvir recomendações sobre os cuidados com as informações postadas em redes sociais. Seus dados pessoais, informações sobre família e outros assuntos devem ser protegidos. Mesmo com tantas recomendações, muitas pessoas ainda ‘abrem o coração’ nas redes.

Falam mal do chefe, colegas de trabalho, reclamam do plantão e muito mais. Nos Estados Unidos quem pretende estar em uma boa universidade também deve ter cuidado com o que postam no Facebook, o portal Schools.com, especializado em educação, produziu um infográfico e revela que 80% das universidades consultadas já admite consultar o perfil dos candidatos no Facebook como parte do processo seletivo. Já pensou como seria isso aqui no Brasil?

Reading students like an open facebook, or how social media is reshaping college admissions
Courtesy of: Schools.com

Notícias do passado: está quase tudo na internet

Casório do Mick Jagger em 71? Tá tudo na web

por Fabiana Schiavon

Jornais e revistas do passado dizem muito sobre as comunidades que já passaram por aqui. O que era importante a todos saber, o que se vendia nos classificados, o que se comprava, o que era escândalo. O governo de São Paulo disponibilizou em seu site todo o arquivo do Última Hora. São 36 mil páginas digitalizadas, correspondentes a 60 meses do jornal, lançado em 51, plena Era Vargas. E, para comemorar seus 90 anos, a Folha de S. Paulo também lançou na web todo seu acervo.

O Google está tentando reunir o arquivo de todos os jornais do mundo no Google News Archive. Do Brasil, já está lá o Jornal do Brasil, do Reino unido, o Telegraph e o The Times. Clicando aqui, por ordem alfabética, se encontram muitos outros.

Mas, o mais interessante mesmo é buscar por assunto no Google News Archive. Ao digitar qualquer palavra, virão na resposta trechos de livros no Google Books e de jornais antigos já digitalizados. Para conhecer a ferramenta, a página já te dá algumas dicas, como Paul Mccartney e Mick Jagger.

Casório de Mick

Clique aqui e veja as respostas que se encontram em uma busca sobre o Mick Jagger. E aqui, uma notícia de 1971 no jornal canadense Edmonton Journal, retratando o casório de Mick, aos 27 anos.

Leia também: Como manter a leitura em dia pela internet

Música: dilema real e virtual

por Fabiana Schiavon

Pitty e Lobão no debate "Mais do que tecnologia é o que você faz com ela", no MIS Museu da Imagem e do Som. Foto: Cauê Moreno

Fui conferir um debate sobre música e tecnologia com o Lobão, Pitty e o coordenador do Creative Commons no Brasil, Carlos Affonso Pereira de Sousa. O papo era para ser sobre internet, mas em poucos minutos, as reclamações de Pitty e Lobão mostraram que há muito mais problemas na vida real do que virtual.

Para tocar nas rádios FM pop, que atingem a massa, a música só entra com remix, com solo de guitarra cortado. O CD ou o vinil sofrem com a absurda carga de impostos e se tornam totalmente inacessíveis aos fãs. Segundo Carlos Afonso, o Brasil está entre os países que formam o eixo-do-mal da propriedade intelectual. Não é difícil de entender o porquê. Com uma baita carga de impostos, desmotivam a compra de obras musicais e incentivam a pirataria. Por outro lado, acham que a pirataria é problema de polícia, quando na verdade é de “política mal feita”.

Com todos esses problemas reais, nem dá tempo de discutir as alternativas virtuais. Hoje, a indústria fonográfica ainda engatinha na internet. Empresas de outros ramos, como a de telefonia, já despertaram para as grandes oportunidade na internet, já que o futuro está aqui. E eles, que são do ramo, ainda não perceberam.

Mas se restaram alguns minutos para tratar de web, os músicos lembraram de alguns bons exemplos. No exterior, o mercado já cultiva o vinil como forma de apreciar a arte e, aliados ao download em mp3, usam sua criatividade para reinventar o mercado. Os vinis do Arctic Monkeys e do Them Crooked Vultures trazem códigos para você baixar as músicas na internet com  a qualidade de som do vinil, além de outros aplicativos que só trazem valor agregado ao produto consumido na prateleira.

A Pitty disse bem: “o mundo não é dividido entre quem ouve vinil e quem baixa MP3”. Se o Lobão odeia iPods porque eles banalizaram o jeito de ouvir música, é bom lembrar que agora existem mais jeitos de ouvir música. É muito bom comprar um disco e ouvi-lo do começo ao fim – entender o conceito da obra – mas também é muito bom ser surpreendido pelo “shuffle” do seu iPod e descobrir aquela música, entre 5 mil, que você nunca tinha prestado atenção.

Viva a diversidade!

Redes Sociais impulsionam venda de smartphones

por Fabiana Schiavon

Seguindo a linha do post que revelou que música e notícias são os aplicativos mais baixados no iPod e iPad, uma nova pesquisa traz luz ao futuro da web e também dos celulares: as redes sociais estão impulsionando a venda de smartphones.

Segundo Sam Curtis, gerente de desenvolvimento de Global Technology da TNS Research, “a partir de 2010 as mídias sociais serão a “espinha-dorsal” para a criação e implementação de serviços móveis”.

A nova tecnologia dos celulares atende a ânsia dos usuários de ficar 24 horas conectado ao Twitter, Facebook e outras redes. Com isso, eles acabam utilizando outros serviços on-line. Segundo a TNS, 20% dos usuários de internet de todo o mundo acessaram as redes sociais a partir de seus celulares, e outros 19%  buscam música e games. Na América Latina, o que falta é este celular ser mais acessível. Dos 80% de usuários de celular nessa região, apenas 25% contam com conexão sem fio.

Sobre música

A pesquisa também constatou que realmente a maioria das pessoas – 46% dos pesquisados no mundo – não pagariam para baixar música. Na opinião do diretor da área de Tecnologia da TNS Brasil, Lucas Pestalozzi, “a melhor forma de potencializar financeiramente conteúdos é oferecer, ao consumidor, diferentes planos mensais e preços compatíveis”. O que é já está começando a ocorrer no Brasil, visto os exemplos já citados nesse antigo post.

NeoFluxo disponibiliza banco de dados e APIs sobre redes sociais nas eleições presidenciais

Por Camila Zanqueta

Com o objetivo de identificar o fluxo das informações na internet sobre a eleição presidencial brasileira de 2010, o Grupo de Pesquisa Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede do Programa de Mestrado da Cásper Líbero (Teccred) desenvolveu o projeto de pesquisa aplicada NeoFluxo – um sistema especialmente programado para a coleta de dados de fontes oficiais dos principais candidatos (Facebook, Youtube, Flickr, Twitter e site oficial) e menções específicas no Twitter. O projeto, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), armazenou mais de 20 milhões de menções aos candidatos e palavras-chave definidas pelos pesquisadores responsáveis. Todo o material está disponível para visualização, cruzamento de dados e pesquisas, através da possibilidade da construção de APIs.

A principal meta dos pesquisadores é contribuir de maneira efetiva para a compreensão dos novos fluxos informativos na Web, cujo papel foi extremamente debatido durante a campanha. O questionamento sobre a relevância da rede nesta eleição permeia conversas de eleitores e estrategistas de campanhas. Alguns defendem que a Web foi um espaço para disseminar boatos, mentiras e ataques. Outros a enxergam como instrumento de engajamento e debate profundo de questões fundamentais para o país.

Com os dados disponibilizados pelo NeoFluxo será possível analisar, através de relações baseadas em metodologias científicas, como se deu o fluxo de informações na rede sobre a campanha presidencial brasileira. “O projeto NeoFluxo fornecerá aos pesquisadores e profissionais uma grande base de dados sobre como se comportaram as redes sociais nas eleições presidenciais brasileiras. Esses parâmetros são importantes, pois tiram os debates do âmbito apenas da percepção e passam as análises para o campo científico, que é importante para entendermos como os fluxos informacionais na Web podem ocorrer, nesse caso, no período eleitoral”, afirma o coordenador do projeto, Prof. Dr. Walter Lima.

A metodologia utilizada pelo Teccred para fazer a coleta de dados foi fundamentada em palavras-chave selecionadas pelos pesquisadores com base no horário eleitoral dos candidatos na televisão. Para identificar o fluxo informativo e verificar quais mensagens e orientações dos candidatos influenciaram discussões, o NeoFluxo tomou como base o Twitter – rede que alcançou 8,9 milhões de visitantes em agosto de 2010, segundo a comScore.

Números e dados públicos

O NeoFluxo armazenou as atualizações dos canais oficiais (Twitter, Facebook, YouTube, Flickr e site) dos candidatos Dilma Rousseff e José Serra nos períodos de 11/09 a 03/10 e, durante o segundo turno, de 08/10 a 29/10. No mesmo período foram coletados dados no Twitter (clique aqui para informações completas sobre dados). As atualizações da candidata Marina Silva também foram coletadas de 23/09 a 03/10. O resultado da coleta traz mais de 20,2 milhões de menções aos termos inseridos pelos pesquisadores, “Dilma”, “Serra” e “Marina”. A candidata eleita contabiliza mais de 1,6 milhões de citações diretas; enquanto José Serra alcança 1,3 milhões.

Todo o material compilado pelo NeoFluxo representa um amplo escopo de pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2010 e seu impacto na internet. Com o objetivo de ampliar ao máximo as possibilidades de estudos, o acesso a todos os dados é oferecido à comunidade a partir de uma plataforma aberta, sob uma licença Creative Commons. As bases do NeoFluxo estão disponíveis por meio de uma API – conjunto de padrões de programação para acesso a um aplicativo de software baseado na web. Assim, os dados do NeoFluxo são acessíveis a qualquer desenvolvedor. Novas visualizações e relações entre as menções arquivadas podem ser criadas por quem tiver interesse. Informações como números de atualização dos candidatos em cada rede, lista de mensagens oficiais dos concorrentes e a busca no banco de dados do NeoFluxo são possíveis por meio da API, nos formatos XML e JSON. Saiba mais sobre a política de API do NeoFluxo aqui.

O site do projeto disponibiliza ferramentas para que pessoas sem conhecimento técnico também possam ter acesso ao conteúdo do NeoFluxo. Já estão disponíveis as visualizações referentes ao primeiro turno das eleições, que revelam, por exemplo, que o perfil em rede social mais utilizado pela presidente eleita é o Flickr, já o candidato derrotado priorizou o Facebook – que também traz as atualizações feitas no Twitter pelo candidato.

NeoFluxo nas redes

http://www.neofluxo.net
http://twitter.com/neofluxo
http://www.facebook.com/pages/NeoFluxo/152867231423593?v=wall