Arquivo da categoria: Mídia

Como converter um vídeo do YouTube em aquivo MP3

Fabiana Schiavon

Se a única fonte que você tem para ouvir aquela música incrivel é o YouTube, seus problemas acabaram.

Com o Listen To YouTube, basta colar o link do vídeo de seu interesse e dar enter. O site vai gerar um arquivo para baixar, no formato MP3. Dá pra escolher até a qualidade.

Fiz um teste com Perry Mason do Ozzy e ficou legal mesmo no meu fone tosco 🙂

Anúncios

Notícias do passado: está quase tudo na internet

Casório do Mick Jagger em 71? Tá tudo na web

por Fabiana Schiavon

Jornais e revistas do passado dizem muito sobre as comunidades que já passaram por aqui. O que era importante a todos saber, o que se vendia nos classificados, o que se comprava, o que era escândalo. O governo de São Paulo disponibilizou em seu site todo o arquivo do Última Hora. São 36 mil páginas digitalizadas, correspondentes a 60 meses do jornal, lançado em 51, plena Era Vargas. E, para comemorar seus 90 anos, a Folha de S. Paulo também lançou na web todo seu acervo.

O Google está tentando reunir o arquivo de todos os jornais do mundo no Google News Archive. Do Brasil, já está lá o Jornal do Brasil, do Reino unido, o Telegraph e o The Times. Clicando aqui, por ordem alfabética, se encontram muitos outros.

Mas, o mais interessante mesmo é buscar por assunto no Google News Archive. Ao digitar qualquer palavra, virão na resposta trechos de livros no Google Books e de jornais antigos já digitalizados. Para conhecer a ferramenta, a página já te dá algumas dicas, como Paul Mccartney e Mick Jagger.

Casório de Mick

Clique aqui e veja as respostas que se encontram em uma busca sobre o Mick Jagger. E aqui, uma notícia de 1971 no jornal canadense Edmonton Journal, retratando o casório de Mick, aos 27 anos.

Leia também: Como manter a leitura em dia pela internet

Entrevista – banda Gentileza fala sobre o futuro da música

por Fabiana Schiavon

A banda Gentileza, de Curitiba, que tem mais 1.400 seguidores no Twitter, não começou na internet. Ao contrário de músicos que foram descobertos pela web, o sexteto curitibano apostou primeiro no lançamento de EPs. Foi o material físico que os ajudou a convencer produtores de seus talentos e marcar shows. Agora, com a agenda garantida, a internet é o melhor momento de conhecer o talento do grupo que “costura valsa, música caipira, bolero, leste europeu e samba com o fio condutor do rock”.

Confira a conversa do Post #Fail com Heitor Humberto (vozes, guitarra, violino, cavaquinho)

Post#FailA banda Gentileza já é bastante conhecida. Vocês começaram na internet?

Heitor – Ahaha, obrigado pelo bastante conhecida! Então, bem no início da banda, em 2005, nossa maior preocupação foi gravar as músicas que tínhamos na época. O material rendeu um EP que foi lançado em versão física, mas também foi inteiramente disponibilizado na internet. Como ninguém nos conhecia, nem mesmo aqui em Curitiba, acho que a versão física acabou sendo mais importante e eficiente para o que precisávamos num primeiro momento. Foi com ele que a gente conseguiu marcar os primeiros shows e divulgar o nosso trabalho. Foi num segundo momento, depois de fazer as primeiras apresentações, que as músicas na internet passaram a ter um maior acesso, inclusive de pessoas de fora de Curitiba. Então acho que não começamos na internet, se formos comparar com o que anda acontecendo mais recentemente, com lançamentos virtuais. Nós mesmos fizemos isso com o nosso primeiro álbum, que saiu antes na internet. A versão física foi lançada mais de um mês depois.

Post#Fail Que meios de divulgação vocês utilizam na web?
Heitor
– Hoje, o Twitter é a ferramenta que mais temos usado, é onde dá para ter uma boa noção e feedback do pessoal. Mas também usamos o Facebook, que é muito bacana para anunciar eventos e medir o interesse das pessoas em aparecer nos shows. O Orkut e o Myspace também cumprem uma boa função de divulgar a banda. Mais recentemente, passamos a utilizar a transmissão ao vivo pela internet. Durante a gravação do nosso álbum, passamos dez dias transmitindo tudo o que acontecia dentro do estúdio e conversando com as pessoas que acessavam o nosso canal no Kyte.tv. No mês passado, a gente realizou o primeiro Gentilícia, nosso programa culinário. Na ocasião, transmitimos ao vivo, com a presença da banda Sabonetes, o preparo de uma deliciosa manjubinha à milanesa.

Post#Fail Qual a fonte de renda da banda hoje? Vocês acreditam que um dia possam ser remunerados pela web?
Heitor
– A fonte de renda da banda são os frequentes investimentos do próprio bolso que precisamos fazer para bancar ensaios, viagens, divulgação etc. Fora isso, conseguimos alguma coisa também com os shows. Com relação a ser remunerados pela web, a gente vende alguns produtos online (disco físico, camisetas, bottons) e tem funcionado. Mas sobre venda de música, não consigo imaginar a cobrança por downloads. Então eu acho que nunca seremos remunerados nesse sentido. E nem fazemos questão, não temos a pretensão de ganhar dinheiro com downloads. Há quem diga que devem surgir serviços de assinatura para um possível acesso ilimitado a milhões de músicas por streaming na internet e que, nesse caso, os artistas poderiam ser remunerados. No momento, essa me parece a possibilidade mais próxima de receber pela web.

Post#Fail  – Qual vocês acham que será o futuro da música? Ipods nas prateleiras, só música em streaming?
Heitor
– Acredito na teoria de que tudo será online o tempo todo, de forma que não será mais necessário o download. Os formatos físicos (CD, vinil…) ainda existirão, pois é preciso ter o produto, seja como um cartão de visitas, para divulgar para a imprensa e produtores, ou ainda ter algo para vender para aquelas pessoas que curtem ter um disco. Mesmo que não ouça o disco em si, ele ainda funciona como um souvenir.

Post#Fail – Vocês curtem vinil? Acham que o digital conviverá com mundo físico?
Heitor – Apesar de ser meio complicado ouvir um disco de vinil em casa, a gente gosta bastante devido a todos aqueles motivos: a sonoridade, os graves, a “temperatura”, o barulho da agulha, o ritual do manuseio cuidadoso, virar o lado etc. O formato físico vai conviver com o digital, sim. A volta da Polysom não é à toa. Aconteceu porque tem demanda. Da mesma forma como o cinema 3D deve conviver com o filme preto e branco e o download de séries e filmes, o formato digital da música estará muito bem acompanhado pelo vinil, CDs, algumas fitas cassetes e um MD ou outro perdido por aí.

Ouça o som da banda.

Quem disse que jovem não liga pra política?

por Carol Zanqueta

Dizem por aí que jovem não liga para política, que são alienados, não estão nem aí pra nada e só querem saber de curtir, além de não ter a menor consciência de seu voto. Como nem tudo é verdade absoluta apresento aqui alguns blogs extremamente interessantes, feitos massivamente por… não se surpreenda, jovens, onde pode-se encontrar informações sobre tudo o que está acontecendo.

Acompanhar a linha de votação de deputados, saber quem votou contra ou a favor, ver sua porcentagem de falta e presença e descobrir como funciona a mobilização, para que possamos, cada vez mais, ter acesso a dados públicos, saber quem fez o que e lutar por uma transparência que me parece muito mais possível com a Internet, mas isso já é assunto para outro post.

Terra à vista!
A partir da rede Internacional de Partidos Piratas, surgiu também no Brasil, em 2007, o Partido Pirata. O PP defende muitas coisas, entre elas o acesso à informação, compartilhamento do conhecimento, transparência na gestão pública, inclusão digital, uso de softwares livres e construção da política pública efetivamente participativa e colaborativa. Para quem busca um modo diferente de fazer política é uma luz no fim do túnel.

Se você tem o espírito investidor prepare o coração e conheça a BOVAP (Bolsa de Valores Políticos), em caráter experimental o site proporciona ao internauta a experiência de comprar e vender ações de valores políticos através de um Home Broker. Utilizando uma moeda fictícia, a ideia é que seja formado colaborativamente um índice da política brasileira, segundo o site, na BOVAP você pode definir quanto vale um político. A ideia é bastante interessante e me deixou muito animada. A BOVAP é uma iniciativa de uma Corretora de Câmbio e Títulos chamada Souza Barros. Para quem não for muito familiarizado com o sistema Home Brocker também há a possibilidade de ver o tutorial de como serão compradas e vendidas as ações.

Esfera, de Daniela Silva e Pedro Markum, não é só um blog, mas sim um projeto focado em comunicação, política e novas tecnologias, segundo eles, a ideia é que aconteça na política a mesma revolução de práticas, valores e princípios que as novas tecnologias trouxeram para a comunicação. Em resumo, o objetivo é botar fogo na coisa, criar movimentação e principalmente ação que passe o poder para as mão do cidadão e traga um governo aberto através das redes. Já ouviu falar no Transparência HackDay? Pois a coisa também começou por lá. Um braço importante desse projeto é o Clone do Blog do Planalto, originalmente lançado em agosto de 2009, o Blog do Planalto traz notícias de nosso ilustre Palácio do Planalto e seus personagens, como o filho do Brasil, Sr. Luis Inácio, porém no blog oficial não é possível comentar as notícias, já no clone os comentários são liberados.

Outros dois links interessantes são: Transparência Brasil, o site traz uma infinidade de informações e dados úteis no combate à corrupção e o Congresso Aberto,  desenvolvido pelos cientistas políticos Eduardo Leoni e Cesar Zucco Jr., também com muitos dados sobre o comportamento dos deputados, a ideia é ter transparência no legislativo brasileiro, porém a divulgação nesse site é muito mais simples, o conteúdo é uma análise de informações que já estão no domínio público divulgado de maneira mais acessível, é de fácil leitura e entendimento.

Vale a pena navegar por todos esses links e ir descobrindo o que está acontecendo, é possível participar de listas e discutir essas ações e movimentações, além de ajudar, pois muita coisa só é possível através do colaborativismo. Os jovens de sua rua eu não sei, mas esses aí estão envolvidos (e envolvendo muitos outros) até o último fio de cabelo com política, voto consciente, governo aberto e transparência.

Fica a dica!

Carol Zanqueta é uma profissional de comunicação e apaixonada por marketing político. Twitter @carolzanqueta

Eleições na web, on fire!

por Carol Zanqueta

Sim, caro eleitor e leitor, o período pré-campanha está pegando fogo. Há movimentação para todos os lados, temos o lançamento de softwares que prometem administrar a campanha praticamente por completo, contratação de empresas vindas de longe para trabalhar as redes sociais dos candidatos e suas estratégias de mobile marketing, mudanças de legislação que aprovam doações vindas de cartões de crédito e débito, disponibilização na web da ficha criminal dos candidatos ou a ausência dela e mil e uma novidades na internet para vigiar, controlar e até mesmo comprar ações de seus candidatos preferidos. Mas não criemos pânico, aqui no Post #Fail você saberá das novidades e terá acesso a diversos links . Aí é só buscar a informação com seus próprios dedinhos e ver com seus próprios olhos o que está acontecendo, alem de tirar conclusões sobre o que acontecerá.

Eleitorado em cárcere

Literalmente atrás das grades, este ano os presos provisórios votarão, estabelecimentos penais e instituições que abrigam jovens submetidos às medidas socioeducativas terão urnas enfiadas em uma sala e filas para votação (pelo menos é como imagino, aliás minha zona eleitoral é assim), sim assim teremos mais alguns milhares de eleitores, as regras, segundo o TSE, devem abranger cerca de 166 mil pessoas. Agora eu só pergunto  como será formada a escolha dos candidatos, televisão ilimitada, acesso aos jornais do dia, internet para todos, ou visita programada com palestra de cada candidato? Será que em alguma realidade neste Brasil será possível a escolha consciente dos presos por seus candidatos? Fico aflita só de pensar e a única coisa que me vem a mente é o trecho do rap dos Racionais MCs, letra de Mano Brown em parceria com Jocenir, detento sobrevivente do Carandiru na época do massacre, “Ratatatá, Fleury e sua gangue, vão nadar numa piscina de sangue…”, medo.

Seguindo no assunto da bandidagem, em 2010, pela Internet, será possível consultar a ficha criminal dos candidatos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou e os políticos deverão apresentar, junto ao pedido de registro de sua candidatura, documentos informando, se existentes, seus processos criminais. A situação de cada candidato poderá ser consultada no site do TSE, corra para lá antes de decidir seu voto.

Doações

Também poderemos doar nosso rico dinheirinho, serão aceitas doações através de cartões de crédito ou débito de pessoas físicas, cartões corporativos não serão aceitos, então, nem pense em tentar sacanear a sua empresa. Cada candidato terá que estabelecer seu próprio esquema, deverão ter site com todas as instruções de como será feita essa doação.

Trim, trimmm, trimmmm…

Já é sabido há tempos que o responsável pela campanha eleitoral na web do PT será Ben Self, fundador da Blue State Digital, agência responsável pela campanha online de Barack Obama, também há rumores, na verdade quase certeza de que a Revolution Messaging, de Scott Godstein, também responsável pelo efeito Obama, trabalhará junto a João Santana nas iniciativas para telefones celulares. Chique não, só empresas do estrangeiro como diria meu avô!

Não suficiente, o PT ainda pretende formar uma central de telemarketing, como assim? Assim, o secretário de comunicação nacional do PT, deputado federal André Vargas (PT-PR) informou que a central de telemarketing irá instruir correligionários e simpatizantes a acessarem e trabalharem as redes sociais para alavancar as candidaturas de 2010. Pelo telefone poderão ser esclarecidas dúvidas técnicas sobre Orkut, Facebook, Twitter e outros, espera-se que sejam formadas novas redes para candidatos a deputado, governador, senador e para a mãe do PAC em sua candidatura à presidência. Com tudo isso também forma-se um mailing de eleitores que será utilizado na Campanha de Dilma, incrível, exatamente o que o Sr. Ben Self precisa para movimentar seu trabalho.

Gerenciamento de Campanha Política

Quer gerenciar sua campanha política por meio da Internet? Duas agências de Campinas, a Estratégia1 e PlanoE, lançaram o CampanhaCom, um sistema via web para controle de campanhas. Agenda, entrada e saída de recursos, organização de documentos, banco de imagens, discursos, solicitação de eleitores, controle de assessores e o que mais precisar, o software pode ser adaptado às suas necessidades. Para ter tudo isso basta alugar o sistema e pagar uma mensalidade, parece que 20 candidatos já toparam a novidade.

A ideia soa muito boa, não sei como funcionará na prática, voltado a campanhas menores onde pouca gente precisa administrar muita coisa imagino que deva funcionar, já para campanhas maiores é inviável. Me levantam algumas pulgas, como a segurança desse volume de informações na web, os criadores garantem ser muito seguro, mas hoje em dia eu sinceramente acho que essa molecada de internet é capaz de tudo, além de que para onde irá tudo isso quando a campanha acabar? Fica na web? É destruído? Os candidatos deverão continuar pagando para garantir o armazenamento e segurança de seus dados? Por último o candidato deverá ter uma reza brava para que nenhum problema ocorra com seu servidor de internet e sua equipe fique completamente sem acesso a toda campanha.

  • O próximo post, na próxima terça (16/3) terá mais novidades sobre este período conturbado de pré-campanha!

O post de hoje é de uma convidada do Post #Fail. Carol Zanqueta é uma profissional de comunicação e apaixonada por marketing político. Ela abre uma série de posts sobre as próximas eleições. Twitter: @carolzanqueta

O melhor da Campus Party no YouTube #fail

Camila Zanqueta

Na minha opinião, um dos pontos altos da Campus Party foi a CP TV, que disponibilizou por streaming as palestras que aconteciam por lá. Ótimo para quem não foi e muito bom para quem estava por lá, já que era difícil ouvir algumas palestras. Todos os materias estarão disponíveis no canal oficial da CP no YouTube, já tem alguma coisa lá.

Reuni aqui alguns destaques, em minha modesta opinião. Pensei em escrever um post sobre a CP, mas decidi indicar conteúdos por dois motivos. Um deles é inspirado em uma das  ‘desconferências’ no BarCamp, espaço livre para discussão, onde assisti ótimas apresentações.

Lá, integrantes do Partido Pirata questionaram os presentes se o PP deveria apoiar alguns candidatos com ‘bandeiras’ semelhantes às do partido. Quando esta dúvida foi levantada logo pensei: prefiro que o PP atue como um ‘provocador’: indique fontes, conteúdos para ajudar o eleitor formar sua opinião. Melhor do que apoiar, julgar, apontar.

Assim, resolvi fazer o mesmo neste momento, não falarei sobre o que eu vi na Campus Party, nem ficarei divagando sobre minha opinião, aponto aqui o que assisti e recomend0 – claro que a seleção já implica um certo julgamento, mas melhor do que trazer a minha visão e só! 🙂

O outro motivo eu esqueci! Vamos lá!

Ápice

Ponto alto, na minha opinião, palestra de Lawrence Lessig, um dos fundadores do Creative Commons, professor na Faculdade de Direito de Stanford. Infelizmente não encontrei o vídeo completo, se alguém tiver, me avise, please 🙂

Troca de arquivos P2P na Internet e o direito autoral

Juro que achei que essa fosse pegar fogo, pelo que vi foi tranquila considerando o tema…

Civic Hacking: O novo jeito de fazer política

Será? Não basta, mas é um dos caminhos.

Direito autoral: Com a palavra, as comunidades da Internet

“Revolução de sofá” ou evolução das mobilizações sociais?

Como não resisto a um pitaco, acho Poliana demais…

Lixo eletrônico: porque a reciclagem vai além do papel

Fabiana Schiavon e Camila Zanqueta

Não é fácil reciclar no Brasil. Com muito esforço, dependendo da cidade ou bairro, é possível destinar corretamente seu lixo orgânico e reciclável. Cestos para papel, alumínio, plástico podem ser encontrados em instituições e supermercados. Mas e quanto ao celular que você acabou de trocar? E aquele computador tela verde que ninguém mais quer? Para onde vai?

Essa é a pergunta que muitas ONG´s preocupadas com o meio-ambiente estão fazendo. Hoje não há regras, leis nem meios de destinar corretamente o lixo eletrônico. O perigo aqui não é apenas acumular lixo e sobrecarregar lixões. Os componentes eletrônicos concentram uma alta taxa de metais pesados, como o alumínio, o arsênio, o bário, o cobre e o chumbo. Sem cuidados especiais, essas substâncias podem contaminar o ar, a água e a terra.

Segundos dados divulgados pelo blog especializado no assunto, Lixo Eletrônico, o Brasil consumiu R$ 160 milhões de celulares e há 60 milhões de computadores em uso. Segundo a rede Metareciclagem, em 2004 , já havia 315 milhões de computadores descartados pelo mundo. É possível recuperar 94% da estrutura de um computador via reciclagem (pláticos, metais, dispositivos eletrônicos, borracha) basta apenas boa vontade das empresas e do governo, em fiscaliza-las.

Como ajudar?

Há diversas maneiras de mudar essa panorama do lixo eletrônico no mundo. A primeira atitude sensata é ser menos consumista. Essa prática é válida na redução de geração de qualquer tipo de lixo. Porém, os eletroeletrônicos são os mais descartáveis hoje em dia. Pense bem? Você precisa mesmo daquele celular novo? Está mesmo na hora de trocar a sua TV? O que você fará com o aparelho que não quer mais? Procure as empresas, cobre uma destinação correta ou doe para quem precisa.

Há também meios políticos para exigir leis mais rigorosas. O site Lixo Eletrônico está organizando um abaixo-assinado para que a Câmara dos Deputados aprove o Projeto de Lei 203, que tramita no Congresso desde 1991. Ele nasceu para regular a destinação de resíduos gerados pelo serviço de saúde e se transformou no Projeto que irá definir uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo o blog, o maior problema é que um grupo de deputados resolveu excluir o artigo 33 do Projeto, que trata extamente sobre o lixo eletrônico. Clique aqui para assinar o manifesto.

Alguns estados têm suas próprias lei, como a Lei 13.576 em São Paulo. O texto determina que as empresas fabricantes são as responsáveis pela correta destinação do lixo. A empresa deve manter postos de coleta e tratar o lixo que produz utilizando “processos de reciclagem e aproveitamento do produtos”, “práticas de reutilização total ou parcial de produtos e componentes tecnológicos” e “neutralização e disposição final apropriada dos componentes tecnológicos equiparados a lixo químico”.

Quando já há uma lei, fica mais fácil. Ajude a fiscalizar as empresas e denuncie quem não está obedecendo às regras. Para saber se há uma lei prevista emsua região, acesse o site da Assembleia Legislativa do seu estado.

Mãos à obra!

Este post faz parte do Movimento Blog Action Day 2009 – Climate Changes. Blogs de todo o mundo estão postando hoje (15/10) textos e notícias sobre o aquecimento global.