Arquivo da categoria: Cultura

A vida também é offline

por Fabiana Schiavon

A dureza financeira que me acomete neste ano me ajudou a curar uma doença: ser compradora compulsiva de livros. Passei muito tempo comprando, comprando, comprando e sem tempo de ler, eles se acumularam na minha estante.

Comecei fazendo uma limpa. Visitei três vezes o sebo, vendi o que não me interessava mais, sem trocar por nenhum livro. Saldo: sobraram 20 livros na estante para ler. E minha meta é só comprar um livro novo depois que terminar todos esses aqui.

Já tenho a minha primeira conquista: História Social da Música Popular Brasileira, de José Tinhorão. Ele estava aqui na pilha de livros, parado, há uns 7 anos!

E eu perdi tempo todos esses anos. O Tinhorão foi odiado por isso, mas eu gostei da tese dele. Ele mergulha na história da música brasileira, desde os tempos do Brasil colônia, para provar que o país perdeu sua essência musical com a bossa nova. Para ele, o movimento de Tom Jobim e companhia não tem nada a ver com música brasileira. Na época, a música estava totalmente influenciada pelo jazz americano e deu-se um jeito de “americanizar” o samba. Tipo isso.

No fim do livro, ele conta com tristeza (para a minha felicidade) a também dominação do rock ‘n roll, guitarras e baterias na cultura brasileira. Dá para sentir a tristeza dele de ver as origens brasileiras morrerem – pelo menos na concepção dele.

Concordando ou não, o livro é um clássico e suas teorias fazem bastante sentido. Vale muito mesmo a leitura.

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A Mulher está conectada e insatisfeita

por Fabiana Schiavon

Em 2009, uma pesquisa da Harvard Business calculou que as mulheres gastam 20 trilhões de dólares em compras. E que até 2014, o número deve chegar a  28 trilhões. Deste número impressionante, 66% representa o Brasil. Sim, as brasileiras devem acumular gastos de até R$ 1,3 trilhão.

Se você quer explorar esse público, anote:

Elas passam mais tempo na internet do que em qualquer outra mídia. São 17,5 horas por semana em redes sociais, clubes de compra, sites de notícia, busca de produtos e serviços.

89,25% das mulheres estão insatisfeitas com, pelo menos, 1 produto ou serviço.
No topo da lista: fitness, planos de saúde e instituições financeiras

A conclusão, segundo consultores do grupo Bolsa de Mulher, é que nesse mundo moderno e complexo não basta “pintar” um produto de rosa. Elas querem mais – serem surpreendidas, agradadas, com seus problemas resolvidos. Comprar um carro e ganhar um batom já não é mais novidade. Elas querem um motorista à disposição para levar seus filhos na escola, querem descontos reais e muito mais o que sua imaginação conseguir criar. Boa Sorte!

Os dados são da Sophia Mind, instituto de pesquisa do grupo Bolsa de Mulher –que trabalha com conteúdo, consultoria e pesquisa.

Estão de olho em você no Facebook

Camila Zanqueta

Você já deve estar cansado de ler e ouvir recomendações sobre os cuidados com as informações postadas em redes sociais. Seus dados pessoais, informações sobre família e outros assuntos devem ser protegidos. Mesmo com tantas recomendações, muitas pessoas ainda ‘abrem o coração’ nas redes.

Falam mal do chefe, colegas de trabalho, reclamam do plantão e muito mais. Nos Estados Unidos quem pretende estar em uma boa universidade também deve ter cuidado com o que postam no Facebook, o portal Schools.com, especializado em educação, produziu um infográfico e revela que 80% das universidades consultadas já admite consultar o perfil dos candidatos no Facebook como parte do processo seletivo. Já pensou como seria isso aqui no Brasil?

Reading students like an open facebook, or how social media is reshaping college admissions
Courtesy of: Schools.com

Saber inglês é saber quase tudo

por Fabiana Schiavon

Se saber inglês já era importante, com a internet, ele virou imprescindível. Uma professora da inglês britânica até concorda com isso, mas alerta para o risco da morte das línguas. Segundo ela, dos 6 mil idiomas que temos hoje, podem restar apenas 600 em alguns anos.

Patricia Ryan lembra que o conhecimento de muitas culturas pode morrer com essas línguas e mais – para saber falar bem inglês e passar nos testes de certificação é preciso investir muito dinheiro, disponível para um número bem restrito da população mundial.

E quem disse que o conteúdo que está na internet não nos leva à reflexão?

Vídeo tem legendas em 7 idiomas

Como assistir a séries on-line

por Fabiana Schiavon


Você não é aficionado por séries de TV, prepare-se para se tornar um deles. Isso porque é preciso muito amor e dedicação para acompanhar os horários de TV ou bancar a TV por assinatura. Para acabar com esse dilema, hoje, além de canais como o TV Terra, há também o Videobb e MegaVideo.

Com ótima qualidade de vídeo e som, o Videobb tem organizada todas as séries por temporadas e episódios, induzindo o internauta a ver muitos episódios por dia. São raros os problemas com legendas e sincronia de som. Quem paga a versão premium pode baixar os episódios. Outra ponto a favor do site é que os vídeos carregam rápido – nada de ser cortado naquela cena incrível!

MegaVideo

O portal mais conhecido por quem caça séries na internet é ainda o MegaVideo. O site se define como uma “comunidade de vídeo on-line que permite a milhões de pessoas descobrir, assistir e compartilhar vídeos na internet”. Ele tem alguns probleminhas já que nem sempre a qualidade do vídeo está boa, as legendas são de chorar e os problemas de  sincronia de som e imagem também aparecem bastante. Mesmo assim, vale a pena utilizá-lo também, já que possui em rico acervo. O site só não é muito útil para encontrar as séries, aí é que entram os blogs!

Páginas como Loko Series e Tudo On-line organizam os episódios que estão no MegaVideo na ordem e por temporada. A única chateação desses sites todos é que eles não permitem que você assista por mais de 72 minutos de uma só vez. Mas, basta dar meia hora, tomar um café e voltar 🙂

** Favoritas das blogueiras: The Big Bang Theory, Fringe, True Blood, Desperate Housewives

Dois livros sobre amor (x + e) amizade

Quem me conhece sabe que eu não sou lá muito romântica e não indicaria aqui livros sobre lindas histórias de amor com finais felizes. Se é isso que você procura, não leia as obras abaixo. Elas tratam de histórias com altos e baixos, momentos destrutivos, picos de angústia extrema, amizade e, sim, amor – como núcleo central. Elegi estes dois livros para falar aqui, pois apesar de parecerem completamente diferentes, quando estava lendo o segundo, lembrei do primeiro.

One Day

Sai um sábado para procurar alguns livros e cruzei com One Day, de David Nicholls, andando pela livraria, eu gosto de comprar livros pela capa. Bati o olho e pensei: é esse. Depois fui ler com mais atenção a chamada: “Big, absorbing, smart, fantastically readable.” Nick Hornby, form his blog.

É difícil eu comprar um livro indicado por alguém que eu não conheça. Acho que isso tem um fundo na minha infância, minha mãe sempre comprou livros e incentivou a leitura. Quando fui crescendo e comecei a escolhê-los, ela me levava a uma livraria na praia e o dono, muito simpático, indicava algumas obras. Era muito raro ele errar. E assim foi por mais de 15 anos, o último livro que li indicado por ele foi Vernon God Little, de DBC Pierre (DBC – iniciais para Dirty But Clean), vencedor do Booker Prize em 2003. Acostumei assim, gosto de conversar com as pessoas e ouvir indicações.

Voltando ao One Day, mesmo sem a frase de Hornby eu compraria o livro, mas ela me deu ainda mais vontade de lê-lo. Nicholls conta a história de encontros e desencontros de um casal de amigos. Tinha tudo para ser banal, chato e previsível. Mas o livro não é nada disso. O autor dá um ritmo a obra que achei difícil parar de ler, não identificar-se com um dos personagens centrais é bem difícil.

Emma e Dexter se encontram um dia e não conseguem parar de pensar um no outro. Isso já aconteceu com todo mundo, você começa a se identificar com os sentimentos que surgem em Em, mais propensa a um romance, e em Dex, ressabiado e louco para curtir a vida de solteiro. Mas existem pessoas que passam pelas nossas vidas e não escapam, assim são Em e Dex, a amizade sempre esteve entre eles. Vinte anos de história marcados por uma data em julho – assim Nicholls leva a narrativa, ele me encantou. Recomendo a leitura.

Só garotos

Que a vida de Patti Smith vale ser conhecida, não há dúvidas. Nunca fui fã, pra falar a verdade conheço sua obra bem por cima e não tenho nenhuma ligação com seu legado artístico. Mas quando li sobre seu livro fiquei curiosa, ela conta em Só Garotos sua história de amor e amizade com o fotógrafo Robert Mapplethorpe.

Fui viajar com minha mãe em uma correria louca, sai da Campus Party para o hospital onde meu avô estava internado, de lá para a casa de minha mãe e então para o aeroporto. Chegando me dei conta de que havia esquecido de levar um livro. Agora sei que foi pura sorte.

Não compro livros em aeroportos no Brasil porque tenho horror a permitir que me assaltem na cara dura, mas neste caso minha mãe foi bem querida e insistiu bastante para me dar um. Talvez por estar cansada de me ouvir reclamar de ter esquecido de levar um livro, que isso atrapalharia a viagem, que eu nunca viajo sem nada para ler – enfim, de ser uma chata.

Entramos na livraria e comecei a procurar alguma coisa, difícil, viu…Eram duas prateleiras, uma inteira dedicada a livros de auto-ajuda, outra com títulos relacionados a negócios – nada contra, mas não queria ler sobre marketing ou administração nesta viagem. Quando olhei pra cima vi o Só Garotos brilhando pra mim: mãe, quero aquele!!!

Que vida, Patti! Em Só Garotos Patti divide com seus leitores uma história linda que viveu ao lado de Robert Mapplethorpe, um rapaz atraente que conheceu quando foi morar em Nova York para tentar ser artista. Como em One Day, a amizade e cumplicidade deste casal são emocionantes. Patti e Robert não demonstram aquele sentimento de posse ao qual estamos tão acostumados hoje em dia. A arte, a felicidade e o bem estar do outro vêm sempre em primeiro lugar.

O começo da vida desses dois foi muito difícil, mesmo assim, em nenhum momento as dificuldades foram desculpas para brigas banais. O livro é revelador e também traz personagens interessantes do cenário artístico nova iorquino nos anos 60. Mesmo que você nem imagine quem são Patti Smith e Robert Mapplethorpe, Só Garotos garante, no mínimo, uma leitura agradável.

15 coisas que você deveria saber sobre cafeína

Camila Zanqueta

parte das melhores coisas da vida tem cafeína. boa parte.

15 Things Your Should Know about Caffeine
Via: Homeowners Insurance