Arquivo do autor:Camila Zanqueta

Estão de olho em você no Facebook

Camila Zanqueta

Você já deve estar cansado de ler e ouvir recomendações sobre os cuidados com as informações postadas em redes sociais. Seus dados pessoais, informações sobre família e outros assuntos devem ser protegidos. Mesmo com tantas recomendações, muitas pessoas ainda ‘abrem o coração’ nas redes.

Falam mal do chefe, colegas de trabalho, reclamam do plantão e muito mais. Nos Estados Unidos quem pretende estar em uma boa universidade também deve ter cuidado com o que postam no Facebook, o portal Schools.com, especializado em educação, produziu um infográfico e revela que 80% das universidades consultadas já admite consultar o perfil dos candidatos no Facebook como parte do processo seletivo. Já pensou como seria isso aqui no Brasil?

Reading students like an open facebook, or how social media is reshaping college admissions
Courtesy of: Schools.com

Como expor seu conteúdo na web

Camila Zanqueta

Entre os maiores desafios de quem produz conteúdo para web hoje estão dois que destaco neste post: como trabalhar de maneira simples com a visualização de dados (daí minha paixão por infográficos) e como organizar e estudar o modo como se utiliza as ferramentas de divulgação de seu conteúdo (como blog e mídias sociais).

Existem várias soluções que nos ajudam nestes desafios. Mas é preciso disciplina para conhecer e trabalhar com cada uma delas. Muitas ferramentas gratuitas oferecem dados imprecisos e sem muita relevância. Tempo e pesquisa são fundamentais.

Passei por muitas, mas confesso que incorporei poucas a minha rotina. Divido com vocês as minhas favoritas.

Many Eyes

Esta é uma poderosa ferramenta para visualização de dados, em minha opinião por 2 motivos: é muito fácil de usar, intuitiva e por ter um banco de dados incrível de projetos já cadastrados com informações relevantes do mundo inteiro.

Para criar sua basta inserir os dados na plataforma e selecionar o tipo de visualização – mapa, gráfico, nuvem de tags entre outros. Para utilizar a ferramenta é preciso fazer um cadastro.

Ainda sobre visualizações aguardo ansiosa o lançamento do Visual.ly. Cadastre-se para receber as informações.

Twitter Topic Explorer

Esta é uma ferramenta para analisar como você utiza o Twitter, quais as palavras mais recorrentes e com que termos elas aparecem frequência. Tudo isso em uma visualização muito simples. É muito fácil de usar, basta inserir o nome do usuário a ser analisado.

A Páscoa do jeito que eu gosto – em infográfico

Camila Zanqueta

Um dos mais fofos dos últimos tempos, boa Páscoa pra vocês 🙂

Easter by the Numbers [infographic]
Via: DegreeSearch.org

Os números da internet em 2010

Camila Zanqueta

O Blog da Royal Pingdom fez um excelente trabalho tanto para os curiosos quanto para os que precisam desesperadamente de dados sobre web para apresentações e textos (claro que sempre vale checar, sempre!).

Eles reuniram diversos dados sobre o que aconteceu na internet em 2010, desde número de e-mails enviados, websites criados, passando por dados das mídias sociais (como não poderia deixar de ser).

As fontes são diversas, listadas no final deste post com os devidos links, vale para guardar como fonte de consulta. Se você for curioso, divirta-se. Se, como eu, precisa dos dados para apresentações, basear estratégias ou escrever, vale checar as informações e também compará-las outras fontes.

A versão completa em inglês está aqui. Abaixo em português:

E-mail

107 trilhões – e-mails enviados em 2010

294 bilhões – média de e-mails enviados por dia

1.88 bilhões – número de usuários de e-mails no mundo

480 milhões – novos usuários de e-mail em 2010

89,1% – porcentagem de e-mails que eram spam

262 bilhões – número de spam enviado diariamente

2.9 bilhões – número de contas de e-mails no mundo

25% – das contas de e-mail são corporativas

Websites

255 milhões – número de websites em dezembro de 2010

21.4 milhões – número de websites criados em 2010

Servidores

Usuários da Internet

1.97 bilhões – número de usuários no mundo em junho de 2010

14% – crescimento em relação ao ano anterior

825.1 milhões – usuários na Ásia

475.1 milhões – usuários na Europa

266.2 milhões – usuários na América do Norte

204.7 milhões – usuários na América Latina e Caribe

110.9 milhões – usuários na África

63.2 milhões – usuários no Oriente Médio

21.3 milhões – usuários na Oceania e Austrália

Mídias Sociais

152 milhões – número de blogs

25 bilhões – número de tweets enviados em 2010

100 milhões – novas contas no Twitter em 2010

175 milhões – pessoas no Twitter em setembro de 2010

7.7 milhões – pessoas seguindo @ladygaga (Perfil mais seguido)

600 milhões – pessoas no Facebook até final de 2010

250 milhões – novas pessoas no Facebook em 2010

30 bilhões – conteúdos (likes, notas, fotos, etc) compartilhados no Facebook por mês

70% –  dos usuários do Facebook estão fora dos Estados Unidos

20 milhões – número de apps do Facebook instaladas diariamente

Navegadores

Vídeos

2 bilhões – número de videos assistidos no YouTube por dia

35 horas – de vídeo são postadas por minuto no YouTube

186 – número médio de vídeos online que usuário de internet assiste por mês nos Estados Unidos

84% – dos internautas norte americanos assistem vídeo online

14% – dos internautas norte americanos já postaram um vídeo

+2 bilhões – número de vídeos assistidos ao mês no Facebook

20 milhões – número de vídeos postados no Facebook por mês

Imagens

5 bilhões – fotos no Flickr em setembro de 2010

+ 3 mil – fotos são postadas por minuto no Flickr

130 milhões – média de fotos postadas por mês no Flickr

+3 bilhões – fotos postadas por mês no Facebook

36 bilhões – média de fotos postadas no Facebook por ano

Fontes e observações:

Porcentagem de span MessageLabs (PDF). Número de usuários de e-mail: Radicati Group (o número de e-mails enviados é uma estimativa).Números sobre  Website: Netcraft. Números sobre domínio:  Verisign e Webhosting.info. Números sobre usuários da Internet e distribuição Internet World Stats. Dados do Facebook: FacebookBusiness Insider. Estatísticas do Twitter Twitter, TwitterCounter e TechCrunch. Dados dos navegadores aqui: StatCounter. Números do YouTube: Google. Dados sobre vídeos no Facebook: GigaOM. Demais informações sobre videos são da Comscore e the Pew Research Center. Dados sobre o Flickr:  Flickr. As informações sobre imagens no Facebook são deste blog.

Dois livros sobre amor (x + e) amizade

Quem me conhece sabe que eu não sou lá muito romântica e não indicaria aqui livros sobre lindas histórias de amor com finais felizes. Se é isso que você procura, não leia as obras abaixo. Elas tratam de histórias com altos e baixos, momentos destrutivos, picos de angústia extrema, amizade e, sim, amor – como núcleo central. Elegi estes dois livros para falar aqui, pois apesar de parecerem completamente diferentes, quando estava lendo o segundo, lembrei do primeiro.

One Day

Sai um sábado para procurar alguns livros e cruzei com One Day, de David Nicholls, andando pela livraria, eu gosto de comprar livros pela capa. Bati o olho e pensei: é esse. Depois fui ler com mais atenção a chamada: “Big, absorbing, smart, fantastically readable.” Nick Hornby, form his blog.

É difícil eu comprar um livro indicado por alguém que eu não conheça. Acho que isso tem um fundo na minha infância, minha mãe sempre comprou livros e incentivou a leitura. Quando fui crescendo e comecei a escolhê-los, ela me levava a uma livraria na praia e o dono, muito simpático, indicava algumas obras. Era muito raro ele errar. E assim foi por mais de 15 anos, o último livro que li indicado por ele foi Vernon God Little, de DBC Pierre (DBC – iniciais para Dirty But Clean), vencedor do Booker Prize em 2003. Acostumei assim, gosto de conversar com as pessoas e ouvir indicações.

Voltando ao One Day, mesmo sem a frase de Hornby eu compraria o livro, mas ela me deu ainda mais vontade de lê-lo. Nicholls conta a história de encontros e desencontros de um casal de amigos. Tinha tudo para ser banal, chato e previsível. Mas o livro não é nada disso. O autor dá um ritmo a obra que achei difícil parar de ler, não identificar-se com um dos personagens centrais é bem difícil.

Emma e Dexter se encontram um dia e não conseguem parar de pensar um no outro. Isso já aconteceu com todo mundo, você começa a se identificar com os sentimentos que surgem em Em, mais propensa a um romance, e em Dex, ressabiado e louco para curtir a vida de solteiro. Mas existem pessoas que passam pelas nossas vidas e não escapam, assim são Em e Dex, a amizade sempre esteve entre eles. Vinte anos de história marcados por uma data em julho – assim Nicholls leva a narrativa, ele me encantou. Recomendo a leitura.

Só garotos

Que a vida de Patti Smith vale ser conhecida, não há dúvidas. Nunca fui fã, pra falar a verdade conheço sua obra bem por cima e não tenho nenhuma ligação com seu legado artístico. Mas quando li sobre seu livro fiquei curiosa, ela conta em Só Garotos sua história de amor e amizade com o fotógrafo Robert Mapplethorpe.

Fui viajar com minha mãe em uma correria louca, sai da Campus Party para o hospital onde meu avô estava internado, de lá para a casa de minha mãe e então para o aeroporto. Chegando me dei conta de que havia esquecido de levar um livro. Agora sei que foi pura sorte.

Não compro livros em aeroportos no Brasil porque tenho horror a permitir que me assaltem na cara dura, mas neste caso minha mãe foi bem querida e insistiu bastante para me dar um. Talvez por estar cansada de me ouvir reclamar de ter esquecido de levar um livro, que isso atrapalharia a viagem, que eu nunca viajo sem nada para ler – enfim, de ser uma chata.

Entramos na livraria e comecei a procurar alguma coisa, difícil, viu…Eram duas prateleiras, uma inteira dedicada a livros de auto-ajuda, outra com títulos relacionados a negócios – nada contra, mas não queria ler sobre marketing ou administração nesta viagem. Quando olhei pra cima vi o Só Garotos brilhando pra mim: mãe, quero aquele!!!

Que vida, Patti! Em Só Garotos Patti divide com seus leitores uma história linda que viveu ao lado de Robert Mapplethorpe, um rapaz atraente que conheceu quando foi morar em Nova York para tentar ser artista. Como em One Day, a amizade e cumplicidade deste casal são emocionantes. Patti e Robert não demonstram aquele sentimento de posse ao qual estamos tão acostumados hoje em dia. A arte, a felicidade e o bem estar do outro vêm sempre em primeiro lugar.

O começo da vida desses dois foi muito difícil, mesmo assim, em nenhum momento as dificuldades foram desculpas para brigas banais. O livro é revelador e também traz personagens interessantes do cenário artístico nova iorquino nos anos 60. Mesmo que você nem imagine quem são Patti Smith e Robert Mapplethorpe, Só Garotos garante, no mínimo, uma leitura agradável.

O mito do conteúdo produzido pelo usuário

Camila Zanqueta

A grande ‘guerra’ na Internet é por atenção, quem trabalha nesta área, por exemplo, sabe bem sobre o que estou falando. Mesmo que você faça a lição de casa direitinho, construir uma audiência e, principalmente, mantê-la não é fácil. Vamos resumir aqui lição de casa por produzir conteúdo relevante, inédito, com qualidade e certa periodicidade. Além disso, é preciso criar uma audiência cativa, que está dividida entre milhões de informações disponíveis, ou seja, você está sempre disputando-a com adversários de peso. Tarefa nada fácil, ao contrário do que os gurus de mídias sociais vendem por aí em cases geniais.

Mas ainda não acabou, depois disso – ou ainda durante este processo – vem a cobrança pela participação e produção de conteúdo pela audiência. Importantíssima, claro, é por meio dela que você conhece seu público, melhora seu conteúdo e adequa a estratégia na web. As ferramentas de monitoramento são ótimas aliadas, mas costumo dizer que nada supera uma boa conversa. Estimular a participação leva tempo principalmente em projetos de relacionamento – certamente é muito mais fácil estimular interação em concursos culturais, promoções e afins.

Mas é preciso alinhar as expectativas quanto à participação na web, será mesmo que todos precisam produzir conteúdo? As pessoas querem realmente isso?

90-9-1

O pesquisador Jakob Nielsen, um dos maiores especialistas em usabilidade no mundo, apresentou uma regra sobre a participação em comunidades online que chamou de 1-9-90. Em que 1% dos internautas são heavy contributors, ou seja, participam constantemente; 9% são os moderados, com eventuais participações, e 90% são os lurkers – usuários que nunca contribuem.

Lev Manovich, professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade da Califórnia, também tratou do mito do conteúdo produzido pelo usuário. Em seu blog, Manovich mostrou um dado interessante do relatório TubeMogul sobre o YouTube, uma das plataformas mais aclamadas acerca da força do usuário como produtor de conteúdo.

Apesar da euforia com a plataforma, o estudo revela que 17% dos vídeos assistidos no YouTube foram produzidos por usuários. Cabe a reflexão, este número é alto? É baixo? O que faz as pessoas sairem da frente da TV para ver um anúncio no YouTube? Existem muito mais questões que respostas, isso é o que me fascina 🙂


15 coisas que você deveria saber sobre cafeína

Camila Zanqueta

parte das melhores coisas da vida tem cafeína. boa parte.

15 Things Your Should Know about Caffeine
Via: Homeowners Insurance